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“Queria agradecer muito ao curso de redação e às professoras Su, Pri e Glauce que me ajudaram muito nesses anos de estudo! Sempre tive muita dificuldade com a escrita e no meu primeiro ENEM obtive a nota de 680 e, por conta disso, decidi me matricular no curso. Não achei que fosse possível melhorar tanto e, já no primeiro ano cursando, consegui subir minha nota para 800. Esse ano, de 2016, prestei novamente o exame e consegui subir a nota novamente para 900! Estou muito feliz e não só vou carregar aprendizagens na escrita como também na vida, pois, além de aprender a redigir um texto, eu também aprendi olhar a diante em tudo o que assisto, leio e faço!! Vou levar toda a equipe no coração!!!! Vocês me ajudaram e me deram confiança para essa conquista!! Obrigada!!!!”
Gabriella Shida Scarsi
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SÓ SE APRENDE A ESCREVER, ESCREVENDO

Por: SUZANA LUZ

SÓ SE APRENDE A ESCREVER ESCREVENDO

Suzana Germosgeschi Luz

                         A FOVEST publicou, no dia 22 de maio, um texto muito interessante sobre a prática da redação voltada para o vestibular. Há tempos não lia na imprensa algo tão pertinente quanto ao que foi escrito sobre o assunto.  Em resumo, a ideia central do texto é simples: “só se aprende a escrever escrevendo”.

                        Entretanto, é cabível salientar que algumas pessoas não conseguem alcançar o verdadeiro sentido dessa afirmação. Digo isso inspirada, digamos assim, em determinados apelos que recebo - dia após dia - no meu site: “Tenho que fazer uma redação. Me ensine.”, ou “Como faço uma dissertação sobre vida em outro planeta? É para amanhã.”, ou ainda “Faz pra mim uma redação? Vale ponto”.

                        Tais pedidos desencadeiam em meu rosto uma expressão que mistura riso e raiva. A reação não deve ser interpretada como um arroubo de quem debocha dos meus interlocutores. Muito pelo contrário. Sei perfeitamente os motivos que fazem com que jovens cheguem ao final do Ensino Médio necessitando de ajuda básica para escrever uma redação.

                        Explico que a irritação se traduz por constatar o já sabido, ou seja, as escolas têm dado pouco suporte para o aluno produzir textos claros, coesos e coerentes. Nesses ambientes quase não se dá oportunidade para os alunos construírem argumentação que os façam se posicionar quanto aos mais diversos temas. Enfim, não têm, adequadamente, fornecido estrutura textual para o produtor se comunicar em sua própria língua.

                        Por sua vez, o riso reflete um sentimento antagônico: metade da professora ri da simplicidade do aluno que requer um ensinamento na base da magia, do pirlimpimpim, do abracadabra. A outra parte consiste em um riso irônico em virtude de uma ideia arraigada na cultura brasileira: a de que se nasce sabendo escrever.

                        Esse estereótipo deve ser combatido, pois classifica as pessoas como seres hábeis ou inábeis para a escrita, o que implica na ideia de que a habilidade é inata, ou seja, nasce ou não com o sujeito e ponto final. Não é bem assim. Em várias oportunidades, durante quase duas décadas em sala de aula, deparei-me com alunos que não atingiam nota média nas redações, em virtude de uma produção truncada, pouco esclarecedora e que não observava os traços mínimos de marcas de escrita. Entretanto, após alguns anos de produção constante, conseguiram alcançar notas surpreendentes, não apenas de seus próprios educadores como também de outros examinadores.

                        Tal constatação é prova cabal de que qualquer pessoa pode se tornar um produtor de textos razoável, desde que se empenhe. O ideal é buscar auxílio, isto é, procurar por alguém que esteja intencionado a dar ao aluno conhecimentos textuais suficientes para a comunicação.

                        Não se trata de uma receita, mas o caminho da produção textual eficiente passa pelos seguintes requisitos:

                        1 – O produtor do texto deve ter convicção do que quer transmitir em seu texto: Qual seu objetivo? Que ideia pretende defender? Quais argumentos ele vai usar para convencer o leitor?

                        2 – Deve determinar que tipo de texto, ou melhor, qual gênero textual vai ser o mais adequado para atingir os objetivos traçados. Uma dissertação, uma carta, uma narrativa?                     

                        3 – O produtor deve adequar o nível de linguagem que será utilizado no texto. É aconselhável se perguntar: Quem é o leitor imediato? Qual nível de linguagem será empregado: mais culto ou mais coloquial?

                        4 – Os problemas gramaticais que interferem na clareza textual devem ser corrigidos, em um primeiro momento, por um profissional competente; posteriormente, pelo próprio produtor.

                        Quanto a essa última observação, é claro que se requer um treino mais constante ainda, já que não é tarefa fácil corrigir o próprio texto. Tal atividade passa pela construção de um saber gramatical pouco explorado atualmente nas escolas. Ocorre que, enquanto a gramática for objeto de estudo em si e por si, isoladamente, ela acaba não sendo incorporada pelos alunos e é pouco utilizada no momento da produção textual. Assim, o ideal é que haja nas escolas a “gramática aplicada ao texto”.

                        Após essa explanação, convém retomar o conteúdo da matéria divulgada pela FOVEST e ressaltar, mais uma vez, que redigir constantemente é o que faz o produtor ser eficiente. Afinal, não há nenhum diploma de escritor, não é mesmo? O que há, sim, é uma prática tão constante quanto à revisão a que deve estar submetido um texto.

                         Por fim, ainda tenho o dever de reafirmar categoricamente: não se nasce escritor, não há um dom inato, não há magia na produção textual. Esta habilidade nasce, desenvolve-se e se aprimora paulatinamente, com esforço, dedicação e repetição de quem se propõe a escrever.

www.suzanaluz.com.br

 

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