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“Nunca irei esquecer o Curso de Redação Suzana Luz. Inesquecível, pode-se dizer que foi A Experiência. Fui aluna do curso durante quatro semestres, que se estenderam de 2013 a 2015. Esse período, com certeza, foi essencial para o meu crescimento pessoal e escolar. Sem dúvidas, foi um grande investimento. Agradeço todo o auxílio que a equipe Suzana Luz me proporcionou, pois pude contar com o comprometimento e disposição dos profissionais. Ali, não aprendi apenas a dissertar, mas aprendi a ter gosto pela escrita e pela leitura, aflorou em mim a vontade de sempre estar pesquisando e adquirindo novos conhecimentos, o que só enriqueceu minha bagagem intelectual. Quero deixar meu sincero e profundo agradecimento por toda dedicação e todo incentivo recebido pelos professores e corretores, em especial às professoras Daniela e Suzana Luz, as quais me acompanharam nesse processo e foram imprescindíveis no meu aprendizado. Fiquei extremamente feliz por obter 980 na nota de redação do ENEM/2015, o que, por conseguinte, fez com que eu alcançasse meu grande sonho, o de ser aprovada em Direito na UFMT. Sendo assim, gratidão resume meu sentimento por tudo e por todos. Muito obrigada!!!! ”
Júlia Godoy Sales
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Sabores ou amargores

 

SABORES OU AMARGORES?

Uma marca peculiar do mundo contemporâneo é a capacidade de adaptação. Todos os “antenados” passaram da máquina de escrever para o teclado dos computadores; do fogão ao micro-ondas; do toca-fitas para o MP4... Então, a palavra de ordem é “adaptemo-nos”.

            A mais recente adaptação em pauta é a implantação de um vestibular unificado, ou seja, o mesmo em todo o território nacional, com um conteúdo que avalie o raciocínio do aluno. Claro que deve haver alguma vantagem para alguém. Mas ainda não está cristalina qual seria tal benesse e nem mesmo quem seria beneficiado. E não me venham com a afirmação falaciosa e com fins politiqueiros de que um jovem da periferia, que sequer tem condições de comprar um livro, possa bancar os estudos, moradia, saúde, transporte em uma outra cidade, longe da família... É um engodo.

            Evidentemente, a implantação repentina de algo tão complexo causará rupturas e traumas. Um deles diz respeito ao material didático disponível ao alunado. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Haddad, no Ensino Médio, há um direcionamento ao ensino conteudístico, o que faz com que candidatos pouco preparados entrem nas universidades. Então, não seria o caso de – primeiramente – reformular o conteúdo de livros e apostilas para depois cobrá-lo no Enem?

Aliás, discordo de outra ideia apregoada pelo senhor Haddad: a de que os vestibulares não apresentam questões que exijam raciocínio. Inclusive afirmar isto é demonstrar desconhecimento das provas aplicadas nos últimos anos por instituições competentes como a UnB a qual exige do aluno conhecimentos que vão além de fórmulas simplificadas como a relação entre textos, entre disciplinas. No último vestibular daquela instituição, foi dado um gráfico sobre indicadores sociais básicos do Estado do Rio de Janeiro, sendo que os itens a serem julgados envolviam conhecimentos de vocabulário, de renda per capita, de funções matemáticas, de Sociologia e História do Brasil. Ao que tudo indica, o MEC não irá além e, se for, não elaboraria uma prova adequada aos alunos brasileiros, já que se sabe muito bem em que nível cognitivo se encontram. Para maiores informações, vide as colocações do Brasil em rankings mundiais de educação...

            Outro trauma está no boicote que o novo Enem traz às questões regionais. Ao nacionalizar os conhecimentos, os conteúdos regionalizados de História e Geografia e variação lingüística seriam ensacados e, a meu ver, sobrepujados por uma visão que privilegia uma região economicamente mais avançada que outras mais periféricas.

            Ademais, a unificação iria contra os Parâmetros Curriculares Nacionais os quais apregoam em suas considerações preliminares: “Por sua natureza aberta, (os PCN) configuram uma proposta flexível, a ser concretizada nas decisões regionais e locais sobre currículos e sobre programas de transformação da realidade educacional empreendidos pelas autoridades governamentais, pelas escolas e pelos professores. Não configuram, portanto, um modelo curricular homogêneo e impositivo, que se sobreporia à competência político-executiva dos Estados e Municípios, à diversidade sociocultural das diferentes regiões do País ou à autonomia de professores e equipes pedagógicas”.

            Os PCN ainda trazem o seguinte comando: “A escola, na perspectiva de construção de cidadania, precisa assumir a valorização da cultura de sua própria comunidade e, ao mesmo tempo, buscar ultrapassar seus limites, propiciando às crianças pertencentes aos diferentes grupos sociais o acesso ao saber, tanto no que diz respeito aos conhecimentos socialmente relevantes da cultura brasileira no âmbito nacional e regional como no que faz parte do patrimônio universal da humanidade”. Com certeza, o preâmbulo dos PCN não foi escrito pela caneta do senhor Fernando Haddad...

            Em síntese, unificar o vestibular é: 1) contrariar os PCN, documento elaborado meticulosamente, com base em uma visão histórica e aplicado nas escolas pelo próprio Governo Federal; 2) rejeitar os contextos regionais, que são patrimônio de um povo e marcas de cidadania; e, 3) é desmerecer as instituições que, há muito, já oferecem uma prova de nível adequado aos candidatos. 

            Evidente que não haverá vestibular ad eternum e, sem sombra de dúvida, os modelos atuais devem passar por adaptações, ou seja, tornarem-se flex. Tal afirmação indica que não devemos ser pessoas avessas às inovações, tanto que aderimos às novas tendências em detrimento das antigas.

            Mas cabe uma ressalva quanto ao que foi dito no início do texto: o sabor da comida feita em fogão à lenha é, inquestionavelmente, bem melhor que aquela esquentada em micro-ondas. Então, que as inovações tragam sabores e não amargores, e tomara que elas venham ao gosto do pequi, do pacu, do caju...

 

(Suzana Germosgeschi Luz é professora formada em Letras e em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso – www.suzanaluz.com.br)

 

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